Sentindo-se tomada a bela esposa De Céfalo no crime consentido, Para os montes fugia do marido E não sei se de astuta ou vergonhosa.
Porque ele, enfim, sofrendo a dor ciosa, De amor cego e forçoso compelido, Após ela se vai como perdido, Já perdoando a culpa criminosa.
Deita-se aos pés da Ninfa endurecida Que do cioso engano está agravada; Já lhe pede perdão, já pede a vida.
Oh, força de afeição, desatinada, Que da culpa contra ele cometida, Perdão pedia à parte que é culpada!
luiz de camões











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